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Brasão Águas BoasSituada ao norte das terras do Sátão, no Planalto Dolménico que vai da serra da Lapa até à Queiriga e Cota, numa larga plataforma que daria para um campo de aviação, dotada de ares lavados, soalheira, terreno úbere e frescal, onde das batatas se criam quase sem rega, no Verão, e o castanheiro encontra o seu ambiente, Águas Boas pertenceu, até aos fins do século XVI, à freguesia e concelho de Ferreira de Aves.
Nessa altura, conseguiu a sua independência paroquial, mas continuou a pertencer ao concelho de Ferreira.

Brasão Forles

Forles, povoação do concelho de Sátão, do qual dista cerca de 17 quilómetros. Tem 6,67 km2 de área repletos de história e de riqueza patrimonial e natural. Localiza-se na parte mais a norte e mais alta do concelho, e faz fronteira com as terras do Alto Paiva: Segões, Peva e Soutosa (Moimente da Beira), Alhais (Vila Nova de Paiva), Lamosa (Sernancelhe) e Águas Boas e Ferreira de Aves (Sátão).
A avaliar pelos vestígios arqueológicos encontrados no território de Forles, esta região terá sido povoada desde épocas remotas. De facto nesta Zona foi descoberto um monumento funerário do período do neo-calcolítico (aproximadamente 2500 a 1800 A.C.), designado de anta ou dólmen, no qual se encontrou material de grande interesse histórico. Posteriormente, por aqui também terão passado os Romanos e Muçulmanos, cujas ocupações também são atestadas por vestígios dessas épocas.
Antigamente designada de freguesia de Santa Luzia de Forles, esta localidade pertenceu até 1836 a Ferreira D’Aves, data em que este concelho foi extinto, passando Forles a ser integrada, até hoje, no concelho de Sátão.
Em 1908, mais concretamente a 14 de Fevereiro, foi constituída a Junta de Paróquia da freguesia de Forles, que passou a designar-se de Junta de Freguesia em 1917. A 9 de Julho de 1927, a freguesia de Santa Luzia de Forles incluiu-se na comarca de Viseu. E, em 2012 a Assembleia da República aprovou o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica (lei n.º22/2012 de 30 de Maio), que implicou a fusão das freguesia de  Forles e Águas Boas, numa única.
Não sendo um nome vulgar “Forles” , suscitou já a curiosidade de estudiosos. Pinho Leal, por exemplo, refere num dos seus escritos que a palavra deverá ter origem etimológica em “frolys” (que significa florins, moeda de ouro puro cunhada em Florença em 1252 e introduzida em Portugal no reinado de D. Dinis).
O orago da aprazível povoação de Forles é, Santa Luzia, cuja celebração ocorre no dia 13 de Dezembro. É invocada como protetora contra as doenças dos olhos.
A atividade económica resume-se essencialmente à agricultura e exploração florestal.
Alguns dos muitos pontos de interesse da povoação de Forles, são: a igreja matriz ( fins do séc. XVII e princípios do séc. XVIII, com os  interiores constituídos de delicados altares em talha dourada), o jardim do chãozinho ( espaço com árvores centenárias,  parque infantil, fontenário e espaço relvado), forno comunitário (onde ainda se continua a cozer o pão) e a orca  ou dólmen.
Forles, é uma aldeia granítica, bem típica da beira alta, rodeada de uma intensa mancha florestal, onde a natureza, o património edificado e a hospitalidade das suas gentes, convidam a uma visita.